Fora da rede entendi o que é ser humana

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Nunca consegui ser muito apegada a redes sociais. Posso pensar em alguns motivos pra isso, como o fato de ser filha única e ter sido muito acostumada a minha própria companhia, mas a verdade é que os motivos pouco importam. A única rede social que eu já me vi usando o dia inteiro, ou procurei em horas vagas pra passar o tempo, foi o Facebook.

Não entendi exatamente o porquê ou como foi, o fato é que comecei a me incomodar com a minha própria necessidade de dizer o que eu estava pensando, onde eu estava, o que estava fazendo nessa rede social.  A única pista que tenho é que isso pode ter começado no momento que comecei a me dedicar a olhar mais pra dentro. Leia mais… »

Zine Mil Palavras – Dezembro de 2017

No dia 1/12, a artista e escritora Gisela Zaffalon Bobato me convidou para participar do Sarau e Exposição O Universo Feminino, aqui em São José dos Campos. No evento, ela expôs suas maravilhosas ilustrações e nosso sarau foi um momento muito emocionante.

Para poder divulgar meus textos e canalizar a ansiedade que tomou conta de mim, criei a primeira edição do zine Mil Palavras, uma versão miniatura dos pensamentos que povoam minha mente. Impresso em folha A4 frente e verso, o zine tem um formato parecido com um folhetinho. Nessa edição, incluí apenas textos meus, mas nas próximas pretendo convidar escritoras e ilustradoras da região.

A partir do ano que vem, as edições serão publicadas no meu site Mil Palavras por Dia, no meu perfil no Medium e aqui no Café das Minervas.

Espero que curtam!

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O que os olhos veem o coração não suporta

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Começa assim:

Vocês se conhecem e o tempo do amor magro e autoestima zero meio que evapora. Com ele você esquece das baladas solitárias, dos telefonemas prometidos e dos papos mais rasos que a reserva da Cantareira em período de seca. Ele é gentil, gostoso, abraça forte, pega com jeito. Como não se render?

Os amigos aplaudem a felicidade, a família só falta gritar Aleluia. Os olhos verdes do lindo faíscam quando vocês se encontram, você floresce com tanto namoro, beijo, sexo gostoso. O tempo do desabrochar chegou.

É lindo o que pensam de vocês, o que veem em vocês.

Feio é o que você não tem coragem de postar no Facebook. Leia mais… »

Quando conheci a minha avó

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Fui uma adolescente chata: gritava por qualquer coisa com a minha mãe, não entendia seus posicionamentos, achava que ela não me dava a liberdade que minhas amigas tinham porque era uma mãe mais velha e careta que a delas. E tinha na ponta da língua a grande responsável pelos nossos embates diários:

Minha avó.

Desde pequena, eu tentava amarrar alguns fios soltos no passado da minha mãe. Meu avô era maravilhoso, mas eu sentia falta de saber mais sobre minha avó, além do seu nome.  Passei anos sem ter ideia de como era seu rosto. Maior, comecei a responsabiliza-la pela falta de compreensão da minha mãe comigo, porque elas não conviveram enquanto ela era viva.

Eu era tão infantil. Leia mais… »

Três ponto cinco

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Me sinto obsoleta. Daqui a dez dias completo trinta e cinco anos de vida, dando início ao meu trigésimo sexto ano aqui na Terra. A sensação que tenho é a de ter sido ultrapassada nessa maratona que é viver.

Nasci na época da transição entre o analógico e o digital e posso garantir: sei exatamente o que as tecnologias antigas sentiram ao serem substituídas. Ok, objetos não sentem nada, mas vocês me entenderam.

Eu não deveria me sentir assim. Pelo que dizem as revistas, essa é a melhor idade para ser mulher. Já me formei na faculdade e garanti meu lugar no mundo profissional.  Já me casei e posso usar o prazo de validade do útero como um bom argumento para corroborar a decisão de não querer ter filhos. Leia mais… »