Estamos em evolução

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Estamos em evolução.

O feminismo está se espalhando e me sinto confortável ao falar disso.

Dia desses estava pensando que estamos mesmo em outras épocas, são tempos mais claros e mais brilhantes. Pelo menos aqui dentro de mim e dentro das minhas descobertas.

Não sou ingênua, o papel da mulher na sociedade ainda é encarado de forma secundária, ainda temos muitos direitos a serem conquistados. Ainda não atingimos o feminismo em todas as casas, em todos os corações das mulheres. Temos problemas, mesmo no nosso discurso. Temos barreiras sociais imensas. Mas ganhamos muito nos últimos tempos.

Eu ganhei amizades incríveis nos últimos anos, de mulheres maravilhosas, que espalham amor e sororidade. E eu preciso falar delas, preciso homenagear cada uma delas, seja com a minha amizade, seja com o meu trabalho, seja com o meu sentimento. Hoje, escolhi homenagear com os meus dizeres: Leia mais… »

Corpo é arte, corpo é festa

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Na última edição do meu zine Mil Palavras abordei a questão do corpo, da pressão estética e da opressão – temas que, a meu ver, são urgentes e precisam continuar em pauta. Separei alguns dos textos para compartilhar com as leitoras e leitores aqui do Café das Minervas, pois acho que é sempre importante refletirmos sobre nossos corpos e a relação que nutrimos com eles.

Espera-se que a mulher seja sempre bela e perfeita, ou que, pelo menos, esteja em busca de um corpo belo e agradável aos olhos, sempre pronto para o consumo. Nesse processo de tentar caber nos moldes pré-definidos, de tentar atender às demandas dos outros, será que estamos olhando para o nosso corpo com carinho e cuidado, ou apenas buscando um ideal que nos fere e oprime? E, o mais importante: será que estamos desfrutando na vida dentro dos nossos corpos, ou que estamos nos privando de viver em função do que a sociedade nos impõe? Leia mais… »

Comportamento naturalizado nas redes sociais

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No final do ano passado postei um texto aqui no blog sobre o meu período de desapego das redes sociais. Fiquei um mês sem entrar no Facebook e tive grandes insights. Dali por diante o meu modo de usar as redes começou a mudar. Eu não sentia mais vontade de entrar na maioria das discussões, deixei de seguir uma porção de pessoas e de páginas, saí de vários grupos… Durante algum tempo fui assim, readaptando esse espaço virtual a pessoa que eu era depois daquela experiência. Eu voltei a usar, aos poucos, essa ferramenta como uma usuária mediana, mas com muito mais consciência e uma capacidade muito maior de tornar a rede uma experiência que fosse mais a minha cara e correspondesse aos meus desejos. Leia mais… »

Idealizações como problemas

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Eu evito criar expectativas sobre como as pessoas e a sociedade deveriam ser. Evito porque ninguém, absolutamente ninguém, vai viver pra corresponder aos meus ideais. Percebo a tendência cada vez mais normalizada de eu classificar pessoas pelo tanto que elas se parecem ou não com o meu reflexo no espelho, e isso me assusta.

É normal ter dificuldade pra conviver com a diferença. É aceitável ficar perplexa quando uma pessoa profere um discurso de ódio, como se dissesse algo normal, depois que eu já desnaturalizei tudo isso. O problema começa quando a pessoa é tão boa quando o seu discurso soa aos meus ouvidos. E eu aprecio ouvir a medida que as palavras dela estão mais assemelhadas ao que eu diria.

Se alguém fez uma coisa que eu discordo, portanto, preciso dar um lacre, fazer essa pessoa se calar, mostrar que a razão pertence ao meu lado, a quem é como eu sou. Também é imprescindível repudiar, menosprezar, parar de falar com esse alguém, afinal, afirmar quem eu sou é mais importante do que o encontro genuíno. Leia mais… »

Nos deixem em paz

Machismo não é piada

 

Ser mulher é minha ótica. É como eu vejo o mundo. É quem eu sou e o que eu sou. São as mulheres que me inspiram, são elas que me influenciam. Eu sou composta por muitas mulheres.

É por isso que os feminicídios mexem tanto com meus sentidos. É por isso que o assédio é mais dolorido quando eu escuto.

É por isso que a vulnerabilidade da mulher é tão notável diante dos meus olhos.

Eu vejo o mundo dentro do corpo de uma mulher. E isso não tem como mudar.

Quando um grupo de brasileiros, representando minha nacionalidade, sai do meu país (que apesar dos pesares, tenho tanto orgulho) para atacar agressivamente mulheres em outro país, isso me corrói por dentro. Leia mais… »