Quando conheci a minha avó

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Fui uma adolescente chata: gritava por qualquer coisa com a minha mãe, não entendia seus posicionamentos, achava que ela não me dava a liberdade que minhas amigas tinham porque era uma mãe mais velha e careta que a delas. E tinha na ponta da língua a grande responsável pelos nossos embates diários:

Minha avó.

Desde pequena, eu tentava amarrar alguns fios soltos no passado da minha mãe. Meu avô era maravilhoso, mas eu sentia falta de saber mais sobre minha avó, além do seu nome.  Passei anos sem ter ideia de como era seu rosto. Maior, comecei a responsabiliza-la pela falta de compreensão da minha mãe comigo, porque elas não conviveram enquanto ela era viva.

Eu era tão infantil. Leia mais… »

Três ponto cinco

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Me sinto obsoleta. Daqui a dez dias completo trinta e cinco anos de vida, dando início ao meu trigésimo sexto ano aqui na Terra. A sensação que tenho é a de ter sido ultrapassada nessa maratona que é viver.

Nasci na época da transição entre o analógico e o digital e posso garantir: sei exatamente o que as tecnologias antigas sentiram ao serem substituídas. Ok, objetos não sentem nada, mas vocês me entenderam.

Eu não deveria me sentir assim. Pelo que dizem as revistas, essa é a melhor idade para ser mulher. Já me formei na faculdade e garanti meu lugar no mundo profissional.  Já me casei e posso usar o prazo de validade do útero como um bom argumento para corroborar a decisão de não querer ter filhos. Leia mais… »

Espiritualidade Feminina e o rótulo de boa moça

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Quem acompanha meus textos por aqui sabe que falei algumas vezes do sagrado feminino. Pra quem não conhece o tema, leia esse texto que fala das críticas comuns ao sagrado feminino. Basicamente, mulheres do sagrado feminino por vezes são julgadas como pessoas que sustentam padrões de gênero, e como se o tema fosse algo elitista e da classe média. Tal perspectiva, apesar do seu fundo de verdade, reduz o sagrado feminino ao seu estereótipo e o texto aqui citado aborda o tema de forma bastante detalhada.

Contudo, uma das coisas que aprendi com o paganismo, com a espiritualidade em geral e até mesmo com a psicologia, é que sempre é de bom tom procurar a nossa responsabilidade diante daquilo que é endereçado a nós. Não é se culpar por tudo que te acontece, é saber que você se você quer um resultado, você precisa criar condições para que esse resultado se manifeste, e por vezes não agimos de acordo com aquilo que gostaríamos de receber… Sem mais delongas, hoje vou falar sobre o quanto as próprias mulheres envolvidas no sagrado feminino se prendem aos rótulos de feminilidade. Leia mais… »

Recomeçar sem o filho que eu não tive

Engravidei com vinte e sete anos. A descoberta foi uma das coisas que mais me deram medo na vida; fiquei confusa, estranha, tive ideias que me parecera abomináveis.

Fui para a minha primeira consulta com o médico sem saber o que fazer. Saí do consultório querendo ser a mãe do ano.

A natureza não deixou.

Perdi o bebê em um aborto espontâneo, comum nos primeiros meses de gravidez. Não pensei muito no fim que minhas incertezas tiveram, estava preocupada em ser forte, bem resolvida.

Foi inútil. Leia mais… »

Playlist Girl Power – Divas do Pop

A segunda lista do Spotify do Café das Minervas já está no ar !

E,como prometemos, cheia de mulheres maravilhosas e poderosas. 😉

Da musa Madonna até a divertida e desbocada Lilly Allen, reunimos algumas das músicas mais empoderadas das divas da música Pop internacional para animar o seu fim de semana.

Curtiu a nossa Playlist ? Gostaria de deixar uma sugestão de tema, música, banda ou cantora para a próxima ?

Basta deixar sua ideia na sessão de comentários que nós vamos ler e responder com muito carinho.

 

Equipe Café das Minervas