O que é e como cuidar da saúde mental

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Falar de Saúde Mental aqui no blog foi um desafio. Isso porque até pra mim, estudante de psicologia, quase formada, que já conheço as manhas das palavras chave da internet, foi difícil encontrar bom conteúdo sobre o tema. Quem dirá pra você que tanto ouve falar desse termo que caiu na boca do povo, mas encontra um monte de informações desconexas e rasas.

Não é a toa que é tão difícil entender o que é saúde mental: a própria OMS reconhece que não existe uma definição certa e clara sobre o que é isso. Diferentes culturas, teorias e a própria compreensão de cada uma de nós sobre o que é, não permitem definições simplificadas e exatas. O termo também é amplamente usado na psicologia para falar sobre “transtornos” e sobre a luta antimanicomial, por exemplo. Mas hoje, o que vamos abordar é esse termo da forma popular que é compreendido. Leia mais… »

Ser plural e integração

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Este texto fala de uma reflexão desse último mês, mas mais do que isso, ela sintetiza algo que precisei de anos para entender. Em 2014, rompi com tudo a que me dediquei na vida até aquele momento, aproveitando o fim do meu ciclo de tempo na igreja evangélica e o início do meu tempo na universidade pública. Comecei uma fase de busca pra entender quem eu era, o que eu gostava, quais eram meus sonhos, meus valores, minhas qualidades, meus pontos fracos…

Hoje sou consciente do quanto essa busca é interminável, mas carrego comigo um amplo repertório de experimentações. Ampliei o meu olhar, para dentro e para fora de mim. Depois de alguns anos de busca, comecei a emperrar num paradoxo: quanto mais eu tentava definir ou pelo menos entender quem eu era, mais eu escapava das minhas próprias considerações. Parecia que era muito grande, ou muito paradoxal, para caber em qualquer forma que eu fizesse pra mim.

Junto a isso, começaram as “pressões sociais”. Não gosto muito desse termo, porque ele dá a impressão de um indivíduo que está fora do laço social, sendo massacrado por uma sociedade má que tenta lhe oprimir. Sei que as coisas não são tão simples. Mas todo grupo social para existir, precisa criar certas convenções, que formam o próprio caráter identitário do grupo. O que é certo e o que é errado, o que pode e o que não pode… E o meu problema era que eu não conseguia me encaixar em nada. Leia mais… »

Comportamento naturalizado nas redes sociais

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No final do ano passado postei um texto aqui no blog sobre o meu período de desapego das redes sociais. Fiquei um mês sem entrar no Facebook e tive grandes insights. Dali por diante o meu modo de usar as redes começou a mudar. Eu não sentia mais vontade de entrar na maioria das discussões, deixei de seguir uma porção de pessoas e de páginas, saí de vários grupos… Durante algum tempo fui assim, readaptando esse espaço virtual a pessoa que eu era depois daquela experiência. Eu voltei a usar, aos poucos, essa ferramenta como uma usuária mediana, mas com muito mais consciência e uma capacidade muito maior de tornar a rede uma experiência que fosse mais a minha cara e correspondesse aos meus desejos. Leia mais… »

Idealizações como problemas

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Eu evito criar expectativas sobre como as pessoas e a sociedade deveriam ser. Evito porque ninguém, absolutamente ninguém, vai viver pra corresponder aos meus ideais. Percebo a tendência cada vez mais normalizada de eu classificar pessoas pelo tanto que elas se parecem ou não com o meu reflexo no espelho, e isso me assusta.

É normal ter dificuldade pra conviver com a diferença. É aceitável ficar perplexa quando uma pessoa profere um discurso de ódio, como se dissesse algo normal, depois que eu já desnaturalizei tudo isso. O problema começa quando a pessoa é tão boa quando o seu discurso soa aos meus ouvidos. E eu aprecio ouvir a medida que as palavras dela estão mais assemelhadas ao que eu diria.

Se alguém fez uma coisa que eu discordo, portanto, preciso dar um lacre, fazer essa pessoa se calar, mostrar que a razão pertence ao meu lado, a quem é como eu sou. Também é imprescindível repudiar, menosprezar, parar de falar com esse alguém, afinal, afirmar quem eu sou é mais importante do que o encontro genuíno. Leia mais… »

O diálogo da militância dentro e fora de seu contexto

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Sabe quando você tá com suas amigas feministas no bar, olha ao redor e de repente chega um grupo de rapazes héteros e de comportamento padrão? Você acha isso desagradável? Você não diz nada, mas gostaria que eles saíssem dali? É como se aquela presença fosse visualmente opressiva e desconfortável, e você quisesse ficar longe? Hoje, este texto é sobre empatia e tolerância com a diferença.

“Mas como assim? Você vem falar pra mim, feminista, desconstruída, apoiadora dos movimentos de minoria, que posto todo dia algo em favor das minhas causas, ando com amigos incríveis e totalmente militantes, que eu não estou sendo tolerante?”

Ficar entre iguais, tão desconstruídos quanto nós, com o mesmo tipo de pensamento e defesa, é reflexo de uma postura naturalizada de intolerância com a diferença. Não, eu não estou te pedindo para ir fazer amizade com os machistas e racistas que você conhece, mas estou te dizendo que MUITOS daqueles que reproduzem esse pensamento e essa forma de agir no mundo acham que isso é o natural, o correto e o que as pessoas de bem fazem, pois todo o restante é desvio e ameaça a mim ou a minha família. E talvez a sua postura agressiva não facilite o processo de aproximação dessas pessoas a outras formas de raciocínio. Leia mais… »