Fora da rede entendi o que é ser humana

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Nunca consegui ser muito apegada a redes sociais. Posso pensar em alguns motivos pra isso, como o fato de ser filha única e ter sido muito acostumada a minha própria companhia, mas a verdade é que os motivos pouco importam. A única rede social que eu já me vi usando o dia inteiro, ou procurei em horas vagas pra passar o tempo, foi o Facebook.

Não entendi exatamente o porquê ou como foi, o fato é que comecei a me incomodar com a minha própria necessidade de dizer o que eu estava pensando, onde eu estava, o que estava fazendo nessa rede social.  A única pista que tenho é que isso pode ter começado no momento que comecei a me dedicar a olhar mais pra dentro. Leia mais… »

Espiritualidade Feminina e o rótulo de boa moça

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Quem acompanha meus textos por aqui sabe que falei algumas vezes do sagrado feminino. Pra quem não conhece o tema, leia esse texto que fala das críticas comuns ao sagrado feminino. Basicamente, mulheres do sagrado feminino por vezes são julgadas como pessoas que sustentam padrões de gênero, e como se o tema fosse algo elitista e da classe média. Tal perspectiva, apesar do seu fundo de verdade, reduz o sagrado feminino ao seu estereótipo e o texto aqui citado aborda o tema de forma bastante detalhada.

Contudo, uma das coisas que aprendi com o paganismo, com a espiritualidade em geral e até mesmo com a psicologia, é que sempre é de bom tom procurar a nossa responsabilidade diante daquilo que é endereçado a nós. Não é se culpar por tudo que te acontece, é saber que você se você quer um resultado, você precisa criar condições para que esse resultado se manifeste, e por vezes não agimos de acordo com aquilo que gostaríamos de receber… Sem mais delongas, hoje vou falar sobre o quanto as próprias mulheres envolvidas no sagrado feminino se prendem aos rótulos de feminilidade. Leia mais… »

Recomeçar sem o filho que eu não tive

Engravidei com vinte e sete anos. A descoberta foi uma das coisas que mais me deram medo na vida; fiquei confusa, estranha, tive ideias que me parecera abomináveis.

Fui para a minha primeira consulta com o médico sem saber o que fazer. Saí do consultório querendo ser a mãe do ano.

A natureza não deixou.

Perdi o bebê em um aborto espontâneo, comum nos primeiros meses de gravidez. Não pensei muito no fim que minhas incertezas tiveram, estava preocupada em ser forte, bem resolvida.

Foi inútil. Leia mais… »

A Mulher-Maravilha não é real

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Fiquei por uns tempos sumida do blog não é? E não foi a toa. Todo esse ano tá sendo um ano de muito crescimento pra mim (e pra quem não está?). O inverno nos traz essa energia do retorno à nossa caverna, da hibernação para alguns animais, da morte e queda de folhas para as plantas… e para nós aquela vontade de ficar no cobertor pensando na vida e no que se quer plantar com a chegada da primavera.

Hoje a minha cachorra só levantou de manhã. Teve vontade de dormir o dia todo. Assim eu também estou, o dia todo em casa, ouvindo o barulhinho da chuva. Mas, diferente dela, eu estou reorganizando as coisas para o retorno às aulas, mais um semestre de faculdade. Estar fazendo o que gosta é muito bom, mas exige de nós um esforço gigantesco. Esse foi o meu primeiro esforço desse ano: abrir mão do turbilhão de obrigações para priorizar o que eu realmente preciso investir no momento presente.

Vejo o quanto as pessoas se desgastam por achar que devem fazer o dia durar 48 horas e o mês render 8  semanas. Isso nos impede de ver as nossas pequenas conquistas, de ser gratos por aquilo que já temos. Porque se sempre é preciso mais, nunca é bom o bastante. É um grande mito acreditar que um dia seremos mulheres-maravilha, que darão conta de tudo aquilo que exigimos de nós mesmas.

Sim, porque quanto do que exigimos de nós é realmente necessário? Leia mais… »

O que estamos passando para as nossas crianças ?

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Decepcionada, porém não surpresa. Essa frase me veio à mente quando em uma atividade de um curso online sobre racismo assisti vídeos sobre o teste da boneca onde se colocam duas bonecas, uma branca e uma negra, diante de crianças – principalmente, crianças negras – e faz-se uma série de perguntas no estilo “qual boneca é mais bonita? ”, “qual boneca você acha que é mais inteligente? ”, “qual boneca é a mais burra?”, entre outras.

Não comum, as crianças tanto brancas quanto negras, escolhem as bonecas brancas para responder às perguntas com características positivas e as bonecas negras para responder às perguntas negativas. Poucas foram as crianças que não souberam responder, pois não baseavam aquelas características pela cor da pele, mas sua grande maioria o fazia, e não hesitava.

Quando apresentadas as respostas aos pais, eles demonstram surpresa e espanto diante do racismo revelado nas respostas inocentes de suas crianças, sempre repetindo que aquilo não foi o que eles ensinaram. Leia mais… »