É lindo ser a gente

 

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Fazia tempo que uma premiação do Oscar não me deixava tão empolgada quanto a estatueta de melhor atriz para Francis Mc Dormand esse ano. Eu havia assistido Três anúncios para um crime na semana anterior e saído do cinema tão impactada com sua atuação que até esqueci que a Meryl Streep concorria na mesma categoria.

E sobre o discurso dela então, nem se fala :Francis foi sincera, cheia de energia, chamou as mulheres indicadas para se levantarem, colocou a estatueta no chão para ter uma perspectiva melhor. Um momento para ficar na história da cerimônia e apagar a opinião desnecessária do crítico, que na falta de algo melhor a dizer, citou a aparência de Francis como se fosse algo decisivo para a profissional fantástica que ela é. Leia mais… »

O que você precisa saber sobre a friendzone

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Com certeza você já ouviu, pelo menos uma vez na sua vida, algum cara reclamando porque uma mulher o rejeitou, ou fez isso com algum outro cara. Muitas vezes, na mentalidade dele, aquele cara era bom demais pra ser rejeitado. Outras vezes, ele se sente menosprezado porque ele teoricamente só serve para ser amigo, e para namorado a menina escolhe outro cara, que geralmente ele vê alguma qualidade masculina (força, beleza, posses) que ele não tem.

Dentro dessa questão, muitos sentimentos podem vir à tona e eles não podem ser negados. A inveja do cara que supostamente é mais do que ele, a dor da rejeição, e o sentimento de inferioridade. Além disso, pode vir a passar por um sentimento de que ‘não é homem o bastante, e por isso não é suficientemente desejável’.

Isso pode fazer com que ele deseje se aproximar de um modelo de masculinidade, que ele já conhece bem desde o começo da sua vida: ser competitivo, guerreiro, não chorar, não demonstrar emoções, ser o provedor para sua família, possuir riquezas e bens materiais. A complexidade e a naturalidade dessas exigências para os meninos desde sua mais tenra idade produzem uma imagem do que é ser homem de verdade, que passa por variações para cada indivíduo que compõe a sociedade, o que não reduz de nenhuma forma a realidade cultural que permeia todas essas impressões. Leia mais… »

Fora da rede entendi o que é ser humana

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Nunca consegui ser muito apegada a redes sociais. Posso pensar em alguns motivos pra isso, como o fato de ser filha única e ter sido muito acostumada a minha própria companhia, mas a verdade é que os motivos pouco importam. A única rede social que eu já me vi usando o dia inteiro, ou procurei em horas vagas pra passar o tempo, foi o Facebook.

Não entendi exatamente o porquê ou como foi, o fato é que comecei a me incomodar com a minha própria necessidade de dizer o que eu estava pensando, onde eu estava, o que estava fazendo nessa rede social.  A única pista que tenho é que isso pode ter começado no momento que comecei a me dedicar a olhar mais pra dentro. Leia mais… »

Espiritualidade Feminina e o rótulo de boa moça

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Quem acompanha meus textos por aqui sabe que falei algumas vezes do sagrado feminino. Pra quem não conhece o tema, leia esse texto que fala das críticas comuns ao sagrado feminino. Basicamente, mulheres do sagrado feminino por vezes são julgadas como pessoas que sustentam padrões de gênero, e como se o tema fosse algo elitista e da classe média. Tal perspectiva, apesar do seu fundo de verdade, reduz o sagrado feminino ao seu estereótipo e o texto aqui citado aborda o tema de forma bastante detalhada.

Contudo, uma das coisas que aprendi com o paganismo, com a espiritualidade em geral e até mesmo com a psicologia, é que sempre é de bom tom procurar a nossa responsabilidade diante daquilo que é endereçado a nós. Não é se culpar por tudo que te acontece, é saber que você se você quer um resultado, você precisa criar condições para que esse resultado se manifeste, e por vezes não agimos de acordo com aquilo que gostaríamos de receber… Sem mais delongas, hoje vou falar sobre o quanto as próprias mulheres envolvidas no sagrado feminino se prendem aos rótulos de feminilidade. Leia mais… »

Recomeçar sem o filho que eu não tive

Engravidei com vinte e sete anos. A descoberta foi uma das coisas que mais me deram medo na vida; fiquei confusa, estranha, tive ideias que me parecera abomináveis.

Fui para a minha primeira consulta com o médico sem saber o que fazer. Saí do consultório querendo ser a mãe do ano.

A natureza não deixou.

Perdi o bebê em um aborto espontâneo, comum nos primeiros meses de gravidez. Não pensei muito no fim que minhas incertezas tiveram, estava preocupada em ser forte, bem resolvida.

Foi inútil. Leia mais… »