Onde está a face selvagem do Sagrado Feminino?

 

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Eu não quero ser das mulheres a resposta

Dar o segredo da plena felicidade

Induzir mulheres a seguirem a minha rota

Ser um exemplar de perfeita beldade

 

Não me importo em jamais evoluir ou despertar

Nem quero trascender o jeito de ser e sentir

Das guerreiras e bruxas ancestrais a me guiar

Meu exemplo de força e coragem a seguir Leia mais… »

Nem bonecas, nem de papel

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O valor que a sociedade atribui à mulher costuma estar intimamente ligado ao seu corpo. Um receptáculo imaculado e puro, uma obra de arte para ser possuída e ostentada. Sua castidade é uma bandeira, um troféu que os homens desejam levar para casa.

Afinal de contas, a mulher deve ser bela, enquadrar-se nos padrões de comportamento, ter uma forma agradável, um porte elegante. Ser polida e lustrosa e imóvel como um troféu. Deve preservar sua castidade a todo custo, entregando-a apenas a alguém que mereça, que conquiste arduamente este “prêmio”, derrotando gigantes, matando dragões, bruxas e quebrando maldições. Como um príncipe encantado, que só existe como um vulto distante.

E, se ela não oferece de bom grado este tesouro, este mistério, então um homem pode roubá-lo para si. Porque nada mais naquele corpo vazio importa quando levam dele o que há de mais sagrado.

Que coisa mais horrível de se impor a alguém.

Quando uma mulher é violentada, não se fala sobre o corpo marcado, sobre as feridas e sobre a culpa de ter sido invadida, mas sim sobre o valor que se perdeu. Como se fosse um objeto usado e sem viço, uma flor murcha, um cristal que perdeu o brilho.

Que maneira mais desumana de tratar o sofrimento alheio. Leia mais… »