Nos deixem em paz

Machismo não é piada

 

Ser mulher é minha ótica. É como eu vejo o mundo. É quem eu sou e o que eu sou. São as mulheres que me inspiram, são elas que me influenciam. Eu sou composta por muitas mulheres.

É por isso que os feminicídios mexem tanto com meus sentidos. É por isso que o assédio é mais dolorido quando eu escuto.

É por isso que a vulnerabilidade da mulher é tão notável diante dos meus olhos.

Eu vejo o mundo dentro do corpo de uma mulher. E isso não tem como mudar.

Quando um grupo de brasileiros, representando minha nacionalidade, sai do meu país (que apesar dos pesares, tenho tanto orgulho) para atacar agressivamente mulheres em outro país, isso me corrói por dentro. Leia mais… »

Frases Machistas – Podcast Café das Minervas #03

O tema do nosso terceiro podcast é polêmico, mas algo infelizmente rotineiro: as frases machistas que ouvimos. Ao longo do dia ou da vida. De parceiros, amigos, parentes e até de outras mulheres.
No meio de críticas e reflexões, nossas colaboradoras falam de suas experiências pessoais e também do projeto ‘Meu Parceiro Machista’, lançado no segundo semestre do ano passado pela equipe do blog e que reuniu algumas frases abusivas ditas por companheiros de algumas de nossas colaboradoras e seguidoras. Leia mais… »

Zine Mil Palavras – Dezembro de 2017

No dia 1/12, a artista e escritora Gisela Zaffalon Bobato me convidou para participar do Sarau e Exposição O Universo Feminino, aqui em São José dos Campos. No evento, ela expôs suas maravilhosas ilustrações e nosso sarau foi um momento muito emocionante.

Para poder divulgar meus textos e canalizar a ansiedade que tomou conta de mim, criei a primeira edição do zine Mil Palavras, uma versão miniatura dos pensamentos que povoam minha mente. Impresso em folha A4 frente e verso, o zine tem um formato parecido com um folhetinho. Nessa edição, incluí apenas textos meus, mas nas próximas pretendo convidar escritoras e ilustradoras da região.

A partir do ano que vem, as edições serão publicadas no meu site Mil Palavras por Dia, no meu perfil no Medium e aqui no Café das Minervas.

Espero que curtam!

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Três ponto cinco

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Me sinto obsoleta. Daqui a dez dias completo trinta e cinco anos de vida, dando início ao meu trigésimo sexto ano aqui na Terra. A sensação que tenho é a de ter sido ultrapassada nessa maratona que é viver.

Nasci na época da transição entre o analógico e o digital e posso garantir: sei exatamente o que as tecnologias antigas sentiram ao serem substituídas. Ok, objetos não sentem nada, mas vocês me entenderam.

Eu não deveria me sentir assim. Pelo que dizem as revistas, essa é a melhor idade para ser mulher. Já me formei na faculdade e garanti meu lugar no mundo profissional.  Já me casei e posso usar o prazo de validade do útero como um bom argumento para corroborar a decisão de não querer ter filhos. Leia mais… »

O peso que a gente carrega

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Nascemos para ser uma criança vestida de rosa, sapatos com glitter, pulseiras de plástico nos braços, uma Barbie nas mãos. No rosto nos pedem para colocar o sorriso de criança mais bonita da festa e no corpo o comportamento de uma mocinha educada.

Crescemos adolescentes ensinadas a baixar o tom de voz, a não “ criar fama”, a usar shorts compridos, a controlar a mão de meninos desrespeitosos. Temos medo de reclamar do namorado violento, do assédio na rua, para que não perguntem o que fizemos para provocar. Nos empurram para uma confusão entre autoestima e competição sem se importarem com amizades destruídas e reputações arruinadas, afinal “meninas são crianças em corpo de mulher”.

Viramos adultas assistindo celebridades com corpos e rostos impossíveis, gastando dinheiro com cosméticos que prometem muito e não entregam nada. Encolhemos nossas ambições para não assustarmos os homens e ganhamos em troca rótulos cansativos para nossas atitudes:

“Isso é coisa de mulher”.

Não, meus queridos, às vezes é coisa de ser humano mesmo.

Somos feitas para agradar. Leia mais… »