Meu caso de amor comigo

amor próprio

Já faz algum tempo que estou tentando encontrar um modo de introdução desse tema, mas acho que o melhor é ser direta e assertiva com você, leitora: O quanto você é capaz de amar a si mesma?

Eu comecei a me deparar com essas questões já a alguns dias. Quem me acompanha aqui no blog sabe que eu sou uma incentivadora da busca das mulheres por si mesmas, uma guardiã e facilitadora do sagrado feminino. Mas eu só faço tudo isso por acreditar que nós nos curamos quando nos comunicamos umas com as outras, quando dizemos umas para as outras a verdade dos nossos corações, e a realidade é que eu aprendi ainda muito pouco sobre isso.

Eu não acredito que pessoas que se amem sejam pessoas que estão sempre bem consigo mesmas, ou sempre de boa com a vida. Já consegui me abrir para acreditar em energias, em arquétipos e até em divindades, mas ainda não consigo acreditar na perfeição. Mesmo assim, o perfeccionismo é uma sombra que me acompanha de dia e de noite. E como em toda jornada de buscadores – esse é um nome carinhoso usado para falar daquelas pessoas que estão sempre se aprimorando – você cedo ou tarde tem que deparar com as questões que você foge. Leia mais… »

Indicação de Livro: Mulheres que Correm com os Lobos

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Clarissa Pinkola Estés é, digamos, uma mulher a frente de seu tempo. Ou para além dos tempos patriarcais. Criada entre as florestas, cresceu escutando mitos e histórias antigas. Psicanalista junguiana, feminista, escritora de uma série de livros sobre o sagrado feminino e os mistérios da mulher.

Um deles é o livro Mulheres que Correm com os Lobos, que se tornou conhecido nos últimos anos, junto a ascensão do movimento do sagrado feminino – e por que não dizer, junto com o despertar das mulheres para suas causas sociais? Ou para os processos de autoconhecimento e despertar? O fato é que esse livro aborda todas essas questões. Leia mais… »

Um brinde às nossas imperfeições

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O outono da terra e o outono da minha alma

Eu não estou no momento mais expansivo da minha vida. No auge do outono, essa estação em que a terra se limpa, as árvores deixam cair suas folhas, o frio se tornando cada vez mais intenso, eu me permiti minguar. Muita gente pensa que uma mulher que escreve para um blog, que faz faculdade, que tem um círculo de mulheres e que “sabe prever o futuro nas cartas” deve ter tudo resolvido na mão. Não foram poucas as vezes em que eu ouvi que eu era incrível, que eu era uma inspiração, que alguém ia fazer algo porque eu indiquei ou que eu era um ótimo exemplo. Leia mais… »

Sobre minha infância gorda

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Olhem essa foto. Sou eu, oito anos de idade, no salão. Me arrumando para ser porta aliança da minha tia. Toda feliz, me achando bonita. Só existe um pequeno detalhe: minha blusinha laranja. Essa blusinha que estou vestindo não era minha, era de da minha mãe ou tia, eu não lembro… Eu só lembro que essa blusa deixava toda a minha barriguinha de fora. Logo eu, uma criança gorda, de barriguinha de fora. Quase um tapa na cara de todo mundo.

Quase um tapa porque na escola eu sempre fui deslocada. Tinha os meus amiguinhos, mas não era considerada bonita ou popular. Eu sei que muita gente vai ficar assustada de saber que existe isso numa escola com crianças de sete anos, mas existe mesmo. Existe bullying, existe exclusão. Crianças de seis ou sete anos menosprezam outras crianças por serem diferentes. Porque elas não são como o papai e a mamãe falou que é bonito ser. Leia mais… »

Sobre ataques misóginos de pagãos

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Há algum tempo, venho me aproximando do estudo das crenças e das tradições Asatru, que pra quem não sabe é a reconstrução e valorização das crenças dos povos germânicos e escandinavos, antes da era pré-cristã. Pra ser mais claro ainda pra você: Odin, elfos, Valquírias… (óbvio que não se resume a isso, o significado é amplo e se leva a vida toda pra compreender a dimensão da sabedoria desses povos antigos).

Se você acompanha os meus textos no blog, sabe que eu me interesso e me dedico ao estudo do sagrado feminino, que já tenho um  texto no blog falando dos conceitos básicos e das crenças que o sagrado feminino mantém. Sempre vi o sagrado feminino como uma filosofia de vida que é apropriada pelas próprias mulheres que a ele se dedicam (como qualquer coisa na vida), e que isso independe de crenças religiosas, filosóficas e morais. Entretanto, reconheço que o paganismo e a bruxaria revalorizam a mulher e o poder feminino através do reconhecimento da sacralidade das deusas, e em algumas tradições de uma Grande Deusa Mãe. Leia mais… »