Precisamos sair do movimento circular

Manifestação feminista década de 70

O movimento feminista não foi algo criado no século XXI, na realidade, ele vem de muitos anos antes disso, tendo sido protagonizado por mulheres de diversas nacionalidades e classes, entretanto, é inegável que grande parte da “fama” do movimento tenha se dado pelas referências europeias e norte-americanas.

Entretanto, esse movimento sempre preconizou a luta pelo direito das mulheres e contra a violência, a fim de que assim não houvessem mais as gritantes desigualdades que sujeitam mulheres a agressões físicas e psicológicas, além de outras formas de violência embasadas no ideal de que a mulher é inferior ao homem e, logo, deve-se submeter a ele.

As mudanças sociais ocorridas desde a época das sufragistas até os dias atuais são inegáveis, em sua maioria sendo evoluções e mudanças positivas, que começam desde o direito ao voto até outras conquistas que as mulheres alcançaram e, por isso, hoje andam com maior liberdade de expressão e sobre seus corpos, certo?

Ou será que não é bem assim? Leia mais… »

Foi porque você não quis

 

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Há alguns dias fui marcada por uma familiar em uma postagem do Facebook que consistia na imagem exibindo a seguinte pergunta: “O que você já deixou de fazer por ser mulher?”.

Interessantemente, a postagem foi voltada apenas para as mulheres de nossa família, que não são familiarizadas ou simpatizantes com a luta feminista, entretanto, todas as mulheres que responderam tinham pelo menos uma coisa a qual já tinham deixado de fazer por serem mulheres.

Muitas coisas poderiam ser classificadas como simples e não restritas à um gênero específico, como por exemplo, gritar, correr, jogar futebol e brincar com bolinhas de gude (e isso eu deixo de fora o mais citado, que por construções sociais é tido como algo permitido apenas para homens: andar sem camiseta). Mas ainda assim, quando se pensa no caso não é tão estranho pensar em pelo menos uma pessoa – ou talvez até a si própria – que já passou por isso, de ser privada de fazer algo ou que se privou por pensar ser coisa de menino e, logo, ficaria malvisto ao ser feito por uma menina. Leia mais… »

Feminismo – muito mais que uma moda passageira

Programas de televisão que abordam as pautas de desigualdade de gênero, artistas que se assumem como simpatizantes do movimento feminista, marcas de maquiagem e cosméticos debatendo sobre padrões de beleza e mulheres gordas ou fora dos padrões aparecendo em capas de revista. Pois é, não tem mais volta. O feminismo está na moda.

Literalmente. Marcando presença nas coleções de grandes casas de alta costura, como a Dior, ou nas ruas, principalmente após a Women’sMarch dos EUA, as camisetas com frases de impacto como “The Future is Female” (O futuro é feminino), “We should all be feminists” (Todos nós deveríamos ser feministas) e “Girl Power” (Poder feminino) estão por toda parte. Parece mesmo que todo mundo é feminista. O que seria muito bom.

dior-feminista

Mas não é de hoje que isso acontece, devo acrescentar. Desde o final dos anos 80 e início da década de 90 a mídia vem tentando transformar o movimento feminista em mais uma febre passageira, como se não passasse de uma moda mesmo. Um jeito de se vestir, uma maneira irreverente de pensar. Algo que te tornava cool, uma mulher de atitude. Quem não se lembra das Spice Girls que transformaram o Girl Power no lema de toda uma geração?

Afinal, isso é bom ou ruim? Leia mais… »

5 documentários no Netflix sobre mulheres que você precisa assistir

Nada combina mais com um final de semana do que um sofá, um balde de pipoca e um bom filme. Para comemorar a semana do Dia Internacional da Mulher, unimos o útil ao agradável e separamos 5 documentários que estão disponíveis no catálogo da Netflix que contam histórias de mulheres incríveis que dedicaram – ou dedicam – suas vidas para fazer do mundo um lugar melhor.

Aviso de gatilho : Se você for uma pessoa sensível, leia atentamente as sinopses dos filmes indicados, pois muitos contém cenas de relatos de estupro e violência doméstica.

1.Brave Miss World  brave+miss+world+mademoiselle+jules

Indicado a um Emmy, o documentário conta a história de Linor Abargil. Semanas antes de ser coroada Miss Universo, a jovem foi estuprada por um conterrâneo israelense em Milão. Quase dez anos depois, ela resolve transformar sua dor em uma maneira de lutar por justiça e monta uma rede para ajudar e conhecer mulheres que também foram vítimas de abusos sexuais.  Leia mais… »

Não quero flores, quero mudanças

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Dia oito de março. Um dia inteiro para lembrar que estamos bem longe de sentir na pele o respeito que tanto buscamos. Que estamos distantes de viver uma realidade na qual mulheres não sejam estupradas a cada 11 minutos. Ou mortas a cada duas horas.

Esses números fazem parte de uma verdade absurda, triste e lamentável que temos que encarar todos os dias. Eu, como mulher, tenho todos os motivos para sentir medo de viver neste mundo, sair na rua, trabalhar, me relacionar com pessoas, especialmente no Brasil, onde a nossa vida vale tão pouco.

Mas, quando recusamos flores no Dia Internacional da Mulher, explicando todos estes motivos, apontando o quão hipócrita é a sociedade que repudia as lutas feministas e exalta a mulher em toda a sua beleza e força em um único dia do ano – bem, eu nem preciso dizer que essa postura não é bem acolhida.

Mulher que reclama (ou contesta ou debate ou quer ser ouvida) é chata demais. É cheia de mimimi. Para de reclamar que está cansada, ué, você não é feminista e forte? Agora aguenta! Para de falar que está com cólica e não está disposta, isso é frescura. Por que você está chorando? Tinha que ser mulher mesmo. Leia mais… »