O Conto da Aia e os papéis que nos objetificam

*Esse texto pode conter spoilers do livro O Conto da Aia, de Margaret Atwood

Esposa, cozinheira, amante, reprodutora, salvadora, não mulher. É assim que as mulheres são catalogadas na história do livro O Conto da Aia, da escritora canadense Margaret Atwood. Uma série com o mesmo nome, baseada no livro, já está sendo transmitida pelo canal de streaming Hulu.

A democracia no conto da aia huluão existe mais. O poder está nas mãos de fundamentalistas religiosos, que proibiram as mulheres de trabalhar, de utilizar dinheiro, de ler, escrever ou manter relações de amizade ou amorosas. As punições para quem discorda ou sai da linha são severas e os transgressores e transgressoras são usados como exemplo em “rituais de salvamento”, nos quais são linchados e condenados à morte. Seus corpos são exibidos no Muro, um lembrete do que acontece com quem desafia a autoridade.

Aniquilada pelas guerras, a sociedade apresentou quedas nas taxas de natalidade, por isso as mulheres férteis são uma raridade e tratadas como bens de consumo, dos quais apenas os homens ricos podem usufruir. E quanto mais elevada for a posição social, mais mulheres um homem irá possuir a seu serviço. Leia mais… »